minha nêga não sabe o que eu sei

e olha que ela é bamba. ela gosta de samba, de maçã e de homens que entendam deus. ela tem duas tatuagens e gosta de sexo. ela mora no mar, mas não brinca na areia. ela tem medo de gente. ela tem vontade de gente. ela gosta de música. ela brinca com a aritmética do livro dos prazeres. a nêga cospe fogo, mas está em extinção. ela é minha e ela também sou eu.

vendredi, avril 28, 2006

o tralalá da minha mãe

verde, amarelo, verde, amarelo, verde, amarelo, verde... até formar uma pulseira.

Boa sorte

Assim quando chutamos um balde sem querer. Bem assim, quando as coisas de plástico chegam aos ouvidos em diversas cores. Dois verdes, um laranja e cinco transparentes. Três são para tomar banho e os outros me servirão a carregar parte da minha existência por cerca de uma hora – é que ela vai comer também, junto, de novo e sempre.

Eu queria poder afogar as implicâncias na calma da água assim que eu chegasse lá. Pode? A sua, a dele, a dela e dela e dela também. Ah, e a minha, claro. Eu não terei braços pra te proteger, nem voz para consolar. Mas eu comprei baldes novinhos. Serve?

abril / 2006